De tentativas em
tentativas é que vamos aperfeiçoando o nosso fazer!
Nossa vida é regida por regras determinadas pela sociedade da qual participamos e que devemos seguir para vivermos em harmonia com nossos pares. Na tentativa de melhorar essa convivência criamos modelos que acreditamos ser perfeitos, e que a vivência nos mostra que não são, que não existe um modelo perfeito, que sempre vamos estar tentando melhorar e é dessas tentativas que consiste o viver.
Assim é o trabalho na sala de AEE. Regemos-nos
por diretrizes que nos orientam como lidar com as várias deficiências, mas é no
dia a dia que vamos criando nossos modelos de atendimento, visando melhorar
cada vez mais. Nossa experiência no AEE nos mostra que não se pode elaborar um
modelo de atendimento padronizado, pois cada caso é um caso, com suas particularidades
e especificidades que devem ser consideradas. Percebemos que não existe um
modelo a seguir, pois cada caso é único, e que precisamos estar sempre
mesclando os vários modelos, procurando novas alternativas que nos possibilite
alcançar nossos objetivos.
Assim, os modelos pré-elaborados como modelos
ideais de atendimento vão se mostrando ineficientes e sofrendo alterações. Toda
vez que acreditamos que atingimos o modelo ideal, sempre surge algo a ser
acrescentado, transformando o modelo perfeito em imperfeito.
É na vivencia da sala de AEE que aprendemos a
ter um novo olhar sobre os alunos com deficiência, a focar nosso olhar no aluno
e não na deficiência, a enxergar suas potencialidades e ampliar suas
possibilidades e não as barreiras impostas a ele pela deficiência.
Precisamos nos engajar cada vez mais na luta
pela inclusão dos nossos alunos com deficiência, fazendo com que eles sejam
vistos como seres capazes, que gozam dos mesmos direitos dos demais e que só
esperam uma oportunidade para demonstrar suas potencialidades.
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