quarta-feira, 23 de abril de 2014

INFORMATIVO SOBRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA



INFORMATIVO SOBRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA


A surdocegueira não é uma deficiência múltipla, pois a deficiência múltipla é a combinação de duas ou mais deficiências enquanto que a surdocegueira é uma condição sensorial onde visão e audição são afetadas de forma que implica na redução das capacidades naturais da pessoa multiplicando o impacto da perda dupla gerando assim dificuldades próprias da surdocegueira. Surdocego é a pessoa com dificuldades visuais e auditivas, concomitantes, independentes do grau.
A LEI 7853 de 24 de outubro de 1989 define deficiência múltipla:

...“A associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa”.

A surdocegueira não pode ser considerada com DMU (Deficiência Múltipla) por que a pessoa surdocega (Congênita ou adquirida) não recebe as informações do seu entorno de maneira fidedigna, por não contar com os principais canais perceptivos, audição e visão, precisando de uma mediação de comunicação para perceber o seu entorno; enquanto que as pessoas com deficiência múltipla podem contar com o apoio de um desses canais para perceber o seu entorno.
A diferença entre surdocegueira e deficiência múltipla é que a surdocegueira é uma condição única que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez com características específicas, causadas pela perda concomitante da audição e da visão, que afeta a comunicação com o meio, a orientação no meio e a obtenção de informações por parte da pessoa surdocega, enquanto que a deficiência múltipla são duas ou mais deficiências, associadas, onde pode ocorrer a associação de deficiência física e psíquica; sensorial e psíquica; sensorial e física; física, psíquica e sensorial.
A principal necessidade básica de qualquer uma dessas deficiências é de se estabelecer um sistema de comunicação pelo qual a pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla possa se fazer entender e entender seu interlocutor.
A estimulação constante dos sentidos remanescentes é fundamental para exploração das potencialidades da pessoa surdocega ou com deficiência múltipla.
O surdocego necessita de um mediador de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Jurgea (1991) diz que: “a comunicação é um ato intersubjetivo que acontece entre duas ou mais pessoas onde há uma troca entre significados e sentidos”. A comunicação acontece de diferentes maneiras e seguindo as possibilidades de cada um. Pode acontecer com movimentos do corpo utilizando objetos do ambiente ou desenvolvendo um código linguístico. É necessário, portanto, estar atento a todas as manifestações de comunicação das pessoas com surdocegueira ou com deficiência múltipla.
A comunicação é o ponto de partida para qualquer aprendizagem, em qualquer situação, por isso é que com crianças com surdocegueira ou com deficiência múltipla é essencial estabelecer um sistema de comunicação, para que ela possa manter uma constante interação com o meio ambiente.






REFERENCIAS:


BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.

IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

A Educação de Pessoas com Surdez

A Educação de Pessoas com Surdez


As pessoas com surdez sempre foram vítimas de expressões perjorativas, tais como "mudinho", "surdinho", "pobre mudo"...que expressam um desrespeito às pessoas com surdez, e todo ser humano merece ser respeitado. SE ela apresenta a sua percepção auditiva comprometida, isso não impede que a potencialidade do seu corpo biológico e de sua mentecanalizee integrem os outros processos perceptuais, tornando-a capaz de ter uma vida normal, respeitando as  limitações que a perca auditiva lhe impõe.
Como todo cidadão, a pessoa com surdez tem seus direitos assegurados por Lei. portanto, tem direito a uma educação digna, de frequentar a escola comum tanto quanto as pessoas ouvintes.
A escola tem que estar preparada para receber todos os alunos indistintamente, inclusive os alunos com surdez. Isso não significa apenas inseri-lo numa sala de aula, mas , tem que lhe possibilitar apropriar-se do conhecimento, tanto quanto os alunos ouvintes.
O grande desafio na educaão das pessoas com surdez hoje,  é deflagar iniciativas que desconstruam os modelos conservadores da escola comum, afim de se fazer uma educação escolar inclusiva pautada no reconhecimento, valorização das diferenças e do potencial humano, necessário assim a transformação da escola e das práticas
A política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, disponibiliza serviços e recursos à pessoa com surdez, através do Atendimento Educacional Especializado - AEE - que tem como função:

     "...organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e a independênciasocial, afetiva,cognitiva e linguística da pessoa com surdez na escola e fora dela".(Damázio, 2007).

A organização didática do Atendimento Educacional Especializado à Pessoa  com Surdez - AEE PS - segundo Damázio (2007), é idealizada  mediante a formação do professor e do diagnóstico inicial do aluno com surdez. Em seguida, o professor elabora o plano AEE PS, envolvendo três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; e o Atendimento Educacional Especializado para o ensino de LIbras.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-57.